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Apresentação do Blog

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

COMO DESMOTIVAR UM PROFISSIONAL

1º - Deixe-o em uma função importante, mas sem qualquer poder de decisão, servindo apenas para assinar alguns documentos e solucionar alguns problemas de menor gravidade;


2º - Não leve em consideração as suas solicitações por melhores condições de trabalho para o seu efetivo, e nem tampouco as suas argumentações pela necessidade de mais treinamento técnico;


3º - Utilize o efetivo sob o comando deste profissional em atividades completamente diversas daquelas para os quais eles estão treinados;


4º - Ponha na gaveta todo e qualquer projeto apresentado por ele;


5º - Tome decisões que dizem respeito à função deste profissional sem comunicá-lo, ignorando completamente a sua autoridade;


6º - Sempre diga que ele está errado, pois você tem mais tempo de serviço e portanto mais experiência em todos os assuntos;


7º - ponha-o para realizar tarefas fora de sua competência hierárquica, mas sempre o desmerecendo.


8º - Minta descaradamente para ele, sempre contando vantagens, mesmo que ele esteja dando sinais de que conhece a verdade.

Intelectuais de Revólver

Intelectuais de Revólver - Matéria O Jornal da Tarde

O Jornal da Tarde trouxe matéria nesta sexta-feira, 23 de outubro, com o título “Intelectuais de Revólver.” De acordo com o artigo, eles (os Policiais Militares) são vistos de fardas, manuseiam armas e convivem com a criminalidade no patrulhamento pelas ruas.

Fora dos quartéis e da correria diária nos batalhões, os PMs mostram como dedicam parte de seu tempo no aperfeiçoamento intelectual. À paisana, os chamados Praças (Sgt, Cb e Sd PM) ministram palestras, dão aula, fazem pós-graduação, participam de teatro, tocam em banda e até se especializam em desenhos gráficos. Tudo isso para manter a atualização. Veja histórias que poucos conhecem sobre os que tentam garantir a segurança da população. Entre os vários entrevistados do Jornal da Tarde está o Cb PM Antônio Carlos do Amaral Duca, 45 anos, que sonha em conquistar a carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e atuar na área criminal. “Eu acho muito bonita a parte do júri. Pretendo advogar”, revela.

Enquanto isso não acontece, Duca, que está há 23 anos na corporação, ocupa o cargo de Vice-Presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar de São Paulo.
Formado em Direito, Pós-Graduado na Escola Superior do Ministério Público em Direito Penal, Mestrando em Direito Empresarial e ex-professor universitário da Unip, Duca consegue trabalhar na vice-presidência e ainda atender à comunidade.

“São pessoas que costumam ligar com frequência pedindo ajuda sobre questões jurídicas. E eu ajudo sem problemas porque tenho experiência e gosto.” O gosto pelo Direito vem do passado e sua família atua na área. “Estudar abre a mente e conseguimos adquirir uma visão diferente da sociedade.” Seus quatro filhos estão praticamente seguindo o mesmo caminho, mas deixaram a PM de lado. “Eu tenho um filho advogado, outro formado em Direito, outra que faz veterinária e um está no segundo grau.” Para Duca, o trabalho do Cabo vai além da farda. “Eu estou sempre fazendo coisas diferentes para me atualizar.”

O Cb PM Luiz Roberto de Aguiar, 47 anos, é formado pelo Instituto Brasileiro de Filosofia; e dedica o tempo livre às crianças de uma escola particular na zona Norte. “É uma filosofia voltada para aprender, educar e evitar as drogas”, conta. Fora da classe ele não deixa de ensinar e nem de brincar. No mês passado participou de um teatro com os alunos. Até aceitou assumir o papel de Soneca na peça A Branca de Neve e os Sete Anões. Em troca, conseguiu arrecadar alimentos para asilos na zona norte da capital. “Eu me sinto realizado, mas sempre procuro conhecer algo a mais na minha vida. E mesmo dentro da polícia eu consigo tornar a comunidade próxima”, conta ele. Antes de ser policial, trabalhava em uma agência de propaganda, até ficar desempregado e entrar na PM. Quando não está de prontidão no 9º Batalhão ou dando aulas, Aguiar passa a ser aluno na Universidade Luterana do Brasil. Lá, ele está prestes a concluir o curso de Pedagogia. “Eu gosto muito de educação. Na polícia, trabalhei em programas em escolas e vivo ensinando quem precisa de ‘ouvido’.”

Pai de sete filhos (quatro de coração), Aguiar dá lições de religião. Evangélico, dá orientações a casais que estão em conflito. “Quando pego ocorrência de briga de casal, eu peço licença e os convido para um programa espiritual.” Recentemente, o Sd PM Daniel Gonzaga, 37 anos, ficou frente à frente com o racismo. A ocorrência, até então inédita ao longo dos seus dez anos de carreira, o chocou. “É lamentável esse tipo de conduta”, afirma.

A situação acabou sendo tirada de letra, até porque ele não deixou de se basear na experiência conquistada fora do patrulhamento. Ele é pós-graduando em História da África. No meio da ocorrência, o PM descobriu que o vizinho de uma escola no Campo Belo, zona Sul, era o suspeito da injúria racial. O bairro é justamente onde o Sd PM trabalha na Ronda Escolar. “É triste, pois a educação é tudo para a formação do ser humano.” Quando deixa as ruas, ele equilibra seu tempo entre a sede do 12º BPM/M e o curso, aos sábados.

No passado, também fez letras. “Tem de abrir o leque. Não dá para ficar em letargia e deixar a oportunidade passar”, avalia. Em dias de folga, o Sd PM corta até cabelos. “Sou cabeleireiro afro.
Agora o trabalho está reduzido; fechei o salão, mas fiz curso e corto cabelo só dos mais chegados.” E ainda há espaço para o esporte em sua agenda. “Sou mestre de capoeira e pratico desde os sete anos.”

Vindo de uma comunidade simples da zona Sul, filho de mãe solteira, Daniel Gonzaga se orgulha de ser PM, mas quer mais: “Gosto dos cursos de Psicologia e Política. Ser voluntária e pedagoga faz parte de um conjunto de realizações na trajetória da Sd PM Maria do Socorro Pereira Santos Lenk. Ao mesmo tempo em que concluía o antigo Centro de Formação de Soldados (atual Escola Superior de Soldados, conforme publicação do Decreto nº 54.911, em 14 de Outubro de 2009) que a preparou para ingressar na Polícia Militar, ela fez Magistério por causa do carinho que tem por crianças. Chegou a ser inspetora de alunos, mas desde a infância queria mesmo era ser policial.

Já formada, sentiu que precisava “renovar” a carreira e optou pela Pedagogia. “Ficava enlouquecida”, diz. “Precisava cumprir minha escala e ir à faculdade. Às vezes chegava na segunda aula, mas tudo deu certo. Nunca desisti.” Atualmente, a Sd PM Maria do Socorro Pereira Santos Lenk trabalha na Diretoria de Polícia Comunitária, onde consegue aplicar os ensinamentos de Pedagogia. Mas já exerceu um serviço externo na região do Parque Peruche, zona Norte, onde fazia o Policiamento Comunitário. “Foi complicado. As pessoas resistiram um pouco a presença da PM naquele local. Aí eu pensei: vou ter de encarar isso.”

O resultado foi exatamente como Lenk esperava. Ela e seus colegas de farda conseguiram levar música à criançada do bairro. Em multirões, conseguiu doação de instrumentos e ganhou a confiança dos moradores. “Eu saía de férias e os moradores ligavam para o meu Comandante me pedindo de volta”, lembra. Seu trabalho no Parque Peruche terminou em 2004. Porém, o apego pela comunidade fez com que ela deixasse o atual serviço no quartel e seguisse uma vez por semana como voluntária da Casa de Amparo ao Pequeno São João Batista.

Ali são atendidas crianças vítimas de maus-tratos e opressão. Elas dormem na casa. Para que a entidade se mantenha aberta, a Sd PM Lenk sai pedindo roupas usadas nas casas, as leva para lavar e passar e depois as coloca em exposição para venda. “Eu faço isso com muito gosto”, diz Lenk, que é mãe de três filhos. Há dez anos na Polícia Militar, o Sd PM Natanael Deiró Nascimento, 32 anos, éligado mesmo à parte de designer.

Mesmo dentro da Corporação, ele consegue colocar em prática os ensinamentos adquiridos nas salas de aulas fora da PM. Atualmente, Nascimento trabalha na área de propaganda institucional, no quartel da Luz. “Gosto de desenhar desde criança. Sou apaixonado por caricaturas”, diz o Sd PM, formado pela Acedemia Brasileira de Artes e pela Faculdade de Designer de Mídia.

Recentemente, ele ainda concluiu Pós-Graduação em Design Gráfico. Quando sobre tempo, o policial realiza trabalhos free lancer (profissional autônomo) para agências de publicidade. “Aprendi a fazer pintura à mão e, depois, passei para pintura digital. Como não tinha um emprego fixo, entrei para a PM e consegui fazer duas coisas que gosto. Hoje posso dizer que estou satisfeito e realizado por fazer o que gosto.” E as atividades do policial não param. Ao chegar em casa, Nascimento ainda ensaia com uma banda de rock que leva seu sobrenome “Deiró.” Toda violão, guitarra, é vocalista e compõe músicas. A banda é formada por outros parentes. “Eu faço cover em bares e toco em festas de casamento.” No futuro, um sonho: “Dar aula para universitários”.

Fonte: Blog da Sargento Regina

ACRE!!! MAJOR PM PRESO PELO COMANDO E SARGENTO ACORRENTADO EM ÁRVORE PROTESTANDO...

ACRE!!! MAJOR PM PRESO PELO COMANDO (CLIQUEM NA FOTO PARA AMPLIÁ-LA) E SARGENTO ACORRENTADO EM ÁRVORE PROTESTANDO...

Notícias publicadas nos principais jornais locais

Após prisão de Major Rocha, Sargento se acorrenta a árvore próxima ao Palácio Rio Branco


Por NOTICIAS DA HORA
27 de outubro de 2009
Sargento Ribeiro foi retirado do local a força por homens do Corpo de Bombeiros.
O vice-presidente da Associação dos Militares do Estado do Acre (AMEAC), Sargento Ribeiro, se acorrentou na manhã de hoje a uma palmeira, próxima ao Palácio Rio Branco. A atitude do Sargentor do Corpo de Bombeiros é em decorrência de uma nova prisão decretada pelo comando geral da PM ao Policial Militar ,Major Wherles Rocha.
De acordo com os militares, o Major Rocha foi preso por ter dado uma entrevista no dia 4 de maio falando sobre liberdade de expressão dos PMs.
Centenas de curiosos rodeavam o local da manifestação do Sargento que estava com o uniforme social ,com a boca amordaçada e folheando o livro da Constituição Federal.
Acionados, homens do Corpo de Bombeiros estiveram no local e retiraram o Sargento Ribeiro a força.
ribeiro_palacio
sargento_preso
sargento_amordacado

Vejam vídeo: http://cercoebloqueiopm.blogspot.com/2009/10/presidente-da-ame-se-acorrentou-em.html COMANDO DA POLÍCIA MILITAR MANDA PRENDER MAJOR ROCHA NOVAMENTE

Nesta terça-feira, 27 de outubro, o Comando da Polícia Militar do Acre mandou prender mais uma vez o major Rocha. A prisão que foi anunciada para a semana passada e só não se concretizou naquela data em razão da chegada de vários Deputados Federais ao nosso Estado para participar da Marcha pela Aprovação da PEC 300. Tão logo recebeu a voz de prisão o major Rocha foi escoltado para o quartel do 4° Batalhão da PM, localizado na antiga sede do antigo Grupo de Roubos e Furtos da Polícia Civil, localizado no Conjunto Universitário. Segundo informações colhidas a mencionada prisão teve sua origem no movimento que os militares promoveram no dia 4 de maio e foi motivada porque durante uma entrevista concedida para a TV Acre, quando a jornalista questionou se os militares estaduais poderiam se reunir em um local público, o oficial teria citado o inciso XVI do art. 5° da Constituição Federal, dizendo que tal dispositivo diz que “todos podem se reunir pacificamente” não excluindo desse rol os militares estaduais. A prisão do major O major PM Wherles Rocha, ex-vice-presidente da AME-AC, recebeu voz de prisão, por volta das 7h30 da manhã, no quartel do comando-geral da PM, em frente a vários oficiais. Ele disse que a forma foi preso foi uma tentativa de humilhação. A prisão foi determinada administrativamente, pelo comando da corporação, devido a uma entrevista concedida no dia quatro, onde afirmou que a Constituição Federal garante a todos o direito a manifestação pacífica. Após a prisão, o major foi levado para o quartel do 4º Batalhão da Polícia Militar (4º BPM), localizado no conjunto Universitário. Ele deve ser mantido em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), o mesmo estabelecido para criminosos de alta periculosidade e presidiários que causam transtorno, comentem crimes ou ameaçam a organização nos presídios. Mais informações em breve. Vejam: http://diariodeumprisioneiro2.blogspot.com/ - Wellington A. Oliveira - Colaborador


Fonte: Blog da Renata

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Ministério Público diz que PMs não podem trabalhar mais 44h de semana

O Ministério Público interpreta escala de policiais militares conforme Artigo 7° da Constituição Federal. O parecer foi emitido em resposta ao Mandado de Injunção impetrado pela ASOF-Associação de Oficiais da PMDF, em maio deste ano, no Tribunal de Justiça do Distrito Federal eTerritórios (TJDFT). O objetivo era exigir a regulamentação das escalas de serviço dos oficiais, em especial dos tenentes.

Segundo o MP, os direitos sociais previstos no artigo 7, inciso XIII da Constituição Federal – “duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais...” – alcança também a todos os policiais militares. O relator do processo foi desembargador Mário-Zam Belmiro Rosa.

A interpretação do MP é uma vitória para policiais militares do Brasil. Dessa forma, os policiais (oficial/praça) do Distrito Federal e Estados terão garantido o direito de trabalhar, no máximo, 44 horas semanais.

Comparativo de Vencimentos















Atuais Vantagens Novas Vantagens Aumento

Índice Soldo Aux. Trans. Vencimentos Índice Soldo Aux. Trans. VencimentosTotal
Coronel 1,000000 2.158,00
8.308,77 1,000000 2.179,58
8.436,96 128,19
Tenente-Coronel 0,891638 1.924,15
6.516,76 0,891638 1.943,40
6.645,24 128,48
Major 0,801250 1.729,10
5.856,14 0,801250 1.746,39
5.890,72 34,58
Capitão 0,697815 1.505,88
4.798,99 0,697815 1.520,94
4.826,10 27,11
1º Tenente 0,588149 1.269,23
3.790,93 0,588149 1.281,92
3.811,24 20,31
2º Tenente 0,459896 992,46
3.000,08 0,459896 1.002,38
3.015,96 15,88
Aspirante 0,314896 679,55
2.155,07 0,314896 686,34
2.165,95 10,88
Cadete 3º Ano 0,203883 465,00 89,20 1.358,37 0,225389 491,25 147,50 1.442,72 84,35
Cadete 2º Ano 0,184466 465,00 89,20 1.312,26 0,225389 491,25 147,50 1.396,61 84,35
Cadete 1º Ano 0,174757 465,00 89,20 1.289,20 0,225389 491,25 147,50 1.375,55 86,35
Sub Tenente 0,310145 669,29 89,20 2.350,47 0,400145 872,15 147,50 2.773,71 423,24
1º Sargento 0,289605 624,97 89,20 2.221,88 0,359605 783,79 147,50 2.565,86 343,98
2º Sargento 0,270728 584,23 89,20 2.103,75 0,325728 709,95 147,50 2.388,14 284,39
3º Sargento 0,252299 544,46 89,20 1.879,49 0,308299 671,96 147,50 2.141,59 262,10
Cabo 0,210794 465,00 89,20 1.653,78 0,269799 588,05 147,50 1.908,76 254,98
Soldado 0,203385 465,00 89,20 1.636,10 0,248889 542,47 147,50 1.818,16 182,06
Aluno-Soldado 0,121350 465,00 89,20 554,20 0,232266 506,24 147,50 653,74 99,54

































































































































































































































































































































































sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Cabral chama de “vagabundos” os policiais que não socorreram coordenador do AfroReggae

Em entrevista exclusiva para ÉPOCA, o governador disse que quer o Rio de Janeiro livre de territórios ocupados por traficantes e milicianos em seis anos e para isso manterá a política de confronto.

RUTH DE AQUINO

Policiais que não socorreram Evandro João da Silva, o coordenador do AfroReggae morto por assaltantes, são uns “vagabundos” e serão expulsos da PM em rito sumário, disse o governador Sérgio Cabral, exclusivo para ÉPOCA. Cabral quer o Rio de Janeiro livre de territórios ocupados por traficantes e milicianos em seis anos e para isso manterá a política de confronto. Além de aprofundar o convênio com o governo federal para equipar melhor seus policiais, o governador insiste em unificar as Polícias Civil e Militar. “Ter duas polícias é uma esquizofrenia brasileira. Isso só existe aqui. É como a jabuticaba e a saúva”.

Tecnologia contra “vagabundos da PM”

“O que pretendemos fazer é manter uma lógica de combate e ao mesmo tempo conseguir grandes ganhos com a pacificação. Para pacificar, teremos de usar também muita tecnologia. Os vagabundos da PM que foram presos por não socorrer o coordenador do AfroReggae e roubar os objetos que estavam com os assaltantes – isso só aconteceu por conta da tecnologia, as câmeras instaladas na rua e no banco onde ocorreu o crime. Eles estão presos, serão expulsos da PM em rito sumário. Responderão criminalmente pelo que fizeram. Porque são bandidos, são marginais, criminosos. E temos vários outros policiais respondendo a processos, mesmo eu acreditando que a grande maioria tenha boa índole e queira ser reconhecida pela população”.

“Cheque em branco” para punir os maus policiais

“Na Colômbia, eu tive uma reunião com o chefe do estado-maior em março de 2007. Eles tinham cheque em branco para punir os maus policiais. Se vamos cometer injustiças nesse processo de limpeza? Possivelmente sim. Se a Maria acusa o policial de ter roubado uma bala no churrasquinho da esquina, então, ele estaria fora da corporação imediatamente. Mas o estado democrático nos impede de punir com a rapidez e o rigor necessários”.

Rio não é Ilha da Fantasia e o confronto vai continuar

“Eu não tinha nenhuma ilusão desde o início do governo quanto ao nível da gravidade da segurança pública do Rio de Janeiro. Tinha total consciência por mais que a gente se sobressalte com situações como a de sábado. Quando fui a Medellín e Bogotá me inspirei e daí vieram o PAC nas favelas e ações de pacificação. Esses sobressaltos nos angustiam mas não há outro caminho”.

“Claro que é preciso uma ação contundente da polícia. Os ‘pesquisadores’, que quando estou irritado chamo de ‘palpiteiros’, adoram criticar a ‘política de confronto do governador’. Mas vamos continuar a enfrentar. Temos mapeadas a cidade, as principais comunidades, os principais centros da organização criminosa. E eu disse isso aos membros do COI. Ninguém vendeu o Rio como ilha da fantasia, a gente só garantiu que tem know-how pra fazer eventos internacionais sem risco. Há uma série de investimentos visando a segurança e por isso costumamos ter zero de incidentes nesses eventos. É claro que se aumenta muito o policiamento. Quando o presidente Lula foi à reunião do G-20, comentou que nunca tinha visto Londres com tantos policiais nas ruas”.

Pacto pela imobilidade criou mundo paralelo

“Queremos é chegar a 2016 com uma situação boa de segurança pública não só para quem vem, mas para os nossos cidadãos. Queremos garantir a segurança antes, durante e depois dos Jogos. O meu sonho é que, daqui a seis anos, o Rio enfrente problemas de violência urbana comuns a grandes cidades como Paris, Nova York, Los Angeles, Chicago. Meu sonho é que o Rio em 2016 não tenha mais territórios ocupados. Por isso, é natural que se queira um olhar especial do país sobre nós. Não dá é para ter o tráfico de drogas e a milícia, tão ou mais maléfica que os bandidos, ocupando favelas do Rio e controlando o território. Durante muito tempo, tivemos no Rio governos que apostavam no pacto pela imobilidade, que gera algum conforto, pois convive com um mundo que cresce paralelo nos morros.

“Fizemos uma revolução silenciosa, que foi a despolitização da área de segurança publica. Gente que comandava com acordo de milícia. Que fazia política eleitoral com traficantes. Deputados nomeavam comandantes de batalhão, titulares de delegacia, essa era a rotina. A corporação sente que há uma nova mentalidade. Não tem acerto de 100%. Se não dá certo, a gente troca”.

Duas polícias é esquizofrenia brasileira

“A mudança da legislação brasileira tem de ser feita com muito mais profundidade. Existe uma idiossincrasia: temos nos 27 estados duas polícias. Uma para prevenção e ostensividade. E outra para investigação. Essa divisão entre as Polícias Civil e Militar é uma esquizofrenia que só existe aqui. Um produto genuinamente brasileiro, junto com a jabuticaba e a saúva. Não se pode deixar de discutir a unificação da polícia. Nossos comandantes têm essa visão de integração. Na Colômbia, existe a Força Nacional, que opera nas metrópoles e nas favelas, e que conquistou muita coisa depois de 15 anos de trabalho duro, com ajuda do governo federal. Lá, a estrutura de segurança é diferente: o Exército combate as Farc na selva”.

Policiais que trabalham na rua terão gratificação em dezembro

“Quando assumimos a PM do Rio já tinha cinco anos sem reajuste. A cada ano temos dado um reajuste a PM. E agora em dezembro vamos dar uma gratificação de R$ 350 para quem está nas ruas. Vamos pegar 3 mil policiais que estão fugindo do batente, em áreas meio, e vamos dar efetivamente mais 5%. Isso é o que dá para fazer, dentro de nossas limitações. Sabemos que o salário inicial, de R$ 970 , é baixo. Mas, se compararmos 2006 com 2010, há 66% de acréscimo real na folha de pagamentos dos policiais do Rio”.

Convênio com o governo federal vai se aprofundar

“Na quinta-feira que vem, o ministro Tarso Genro e o delegado Luiz Fernando, diretor da Policia Federal, virão almoçar com a gente no Rio. Não tenho o que falar do presidente Lula. Não houve um presidente que tivesse tanta atenção e preocupação com a questão da segurança no Rio. Os presidentes anteriores sempre se omitiram nesse tema. O governo federal dá uma bolsa-formação: 24 mil policiais no Rio ganham R$ 400 a mais no salário. E têm participação em cursos em internet. Mesmo assim, nosso encontro servirá para discutir como aprofundar o convênio com Brasília na questão da segurança”.

Creche na praça do tráfico, agora sem ‘terrorismo’

“Na Cidade de Deus fui inaugurar uma creche na praça chamada Caratê, que era o ponto central do tráfico. Uma creche com o padrão daquela de nossos filhos da zona sul do Rio. Uma criança chegou para mim e disse: “Governador, obrigado por nos livrar do terrorismo”. O cara da favela sabe o que a gente está fazendo. O Rio saiu de uma situação de letargia para ação. Isso enfraquece o tráfico, mas mexe na água parada, e o cheiro do esgoto fica mais forte por um tempo”.

Fonte:http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI100201-15228,00.html

PM é preso por estelionato

Natal

Natal, 22 de Outubro de 2009 | Atualizado às 20:47

PM é preso por estelionato

O policial militar Rodrigo Alves de Araújo, lotado no 5º Batalhão, no conjunto Pirangi está detido no quartel da Polícia Militar. O PM foi preso na manhã de ontem, após o término de uma audiência no Fórum Miguel Seabra Fagundes, no bairro de Lagoa Nova. A juíza Maria do Socorro de Oliveira, titular do Juizado de Violência Doméstica e familiar expediu mandado de prisão contra o PM. O preso foi conduzido para o Itep onde foi realizado o exame de corpo de delito. A reportagem tentou entrar em contato com a magistrada, sem êxito.


Na manhã de quarta-feira passada através de mandado de prisão expedido pela justiça foram detidos os PMs do 4º Batalhão da zona Norte, Wendel Fagner Cortez de Almeida e Marcelo Galdino Galvão. A dupla é acusada de tortura.

No mesmo dia, à tarde, o tenente Rodrigo Couceiro prendeu, sob a acusação de estelionato e porte ilegal de arma, o PM Cleidivan Alves Pereira. “Ele e outros dois homens (que não são policiais) estavam aplicando golpes no centro comercial de Extremoz”.

De acordo com Couceiro, o policial dava cobertura para os outros dois acusados. “Ele também estava de posse de um revólver sem registro, por este motivo vai responder na justiça por dois crimes”.

PMs são presos em serviço na Zona Norte acusados de tortura

Os policiais militares Wendel Fagner Cortez de Almeida e Marcelo Galdino Galvão, ambos da 1ª companhia de polícia do 4º Batalhão da Zona Norte de Natal, foram presos na manhã desta quarta-feira, por força de um mandado de prisão solicitado pelo promotor de Direitos Humanos Eudo Rodrigues Leite e concedido pelo juiz da 11ª Vara Criminal de Natal, Jarbas Bezerra.

Veja mais: Ex-presidiário é chamado para sair e acaba executado na Zona Norte

A prisão foi efetuada pelo Major Lenildo, comandante da companhia. "Estava de posse desse mandado e fizemos o cumprimento na hora em que os dois estavam de serviço. Eles não ofereceram resistência e foram levados para o Itep para fazer exame de corpo delito antes de serem detidos no Quartel da PM, onde ficarão à disposição da justiça", explicou o Major. Os dois PMs estão sendo acusados de tortura e atirar em pessoas para conseguir informações.

Segundo informações colhidas pelo DN Online, Galdino inclusive já estava afastado do serviço de rua por responder a processo administrativo e Wendel realizava suas atividades normais, mas também respondia a inquéritos na corregedoria. O promotor Eudo Rodrigues Leite informou que pediu a prisão por denúncia de populares acusando os dois PMs de tortura.

"Numa ação recente no Rio Doce, na Zona Norte, eles abordaram quatro usuários de drogas e com o intuito de conseguir informações utilizaram-se de práticas de tortura. Os homens levaram tiros nos pés, nas mãos e nas pernas e ainda foram torturados como choques de pistolas taser e pancadas de cassetetes", explicou o Promotor, salientando que Wendel já tinha sido envolvido em outras ações com torturas. Os PMs estão presos preventivamente para garantir a ordem pública.

Da redação do DIARIODENATAL.COM.BR

http://www.dnonline.com.br/ver_noticia/21727/

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Feliz Natal, e Próspero Rio Grande do Norte, Brazil
MILITAR: Não entra: AVANÇA. Não pode: TEM PERMISSÃO. Não come: ARRANCHA. Não dorme: LOMBA ou TORA. Não relaxa: ACOCHAMBRA. Não adoece: BAIXA. Não anda: SEM CADÊNCIA, MARCHE. Não desfila: MARCHA. Não se arrasta: RASTEJA. Não se agrupa: FICA COBERTO E ALINHADO. Não se proteje: FICA COBERTO E ABRIGADO. Não se esconde: SE CAMUFLA. Não tem tarefa: TEM MISSÃO. Não tem carro: TEM VIATURA. Não pratica esportes: PRATICA TFM (Treinamento Físico Militar). Não tem alarme: TEM PDA (Plano de Defesa do Aquartelamento). Não é burro: É BIZONHO. Não erra: BIZONHA. Não vai embora: SEGUE DESTINO. Não faz bagunça: TOCA O ZARALHO. Não tem dica: TEM BIZU! Não dá bola: CAGA E ANDA MESMO. Não trabalha: TIRA SERVIÇO ou CUMPRE EXPEDIENTE. Não fica de boa: RELAXA POSIÇÃO. Não cumprimenta: FAZ CONTINÊNCIA. MILITAR não some:VOA. Não tem despertador: TEM TOQUE DE ALVORADA. ajanildo@yahoo.com.br