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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Filho é acusado de estuprar e matar idosa de 75 anos















CORONEL FABRICIANO- A Polícia Civil de Coronel Fabriciano, no Vale do Aço, investiga a morte de uma aposentada de 75 anos de idade, que teria sido agredida e estuprada pelo filho mais velho. Adália de Souza Lima estava internada no Hospital Siderúrgica e faleceu por volta das 21h30 de domingo (3).

A idosa deu entrada no hospital por volta das 23 horas do dia 27 de setembro, em estado grave. Adália apresentava hematomas de violentas agressões. Os profissionais de saúde do hospital identificaram ainda sinais de um estupro sofrido e acionaram a Polícia Militar, que gerou um Boletim de Ocorrência (BO) sobre o caso. O suspeito seria L.C.S.L., 55, filho mais velho da aposentada, com quem residia no município de Dionísio, no Vale do Aço.

A partir da denúncia, o delegado Alexsander Esteves Palmeira instaurou inquérito para apurar as agressões. “Antes mesmo do óbito já estávamos investigando. Chegamos a ir no hospital com um escrivão para tomar o depoimento dela, mas como a vítima estava muito debilitada não foi possível. Esperávamos uma melhora dela para depois ouvi-la. Havia sinais de violência por todo o corpo, inclusive na genitália e ainda marcas de cigarros. Não entraremos em detalhes pois ainda há muitos rumores e para não atrapalhar as investigações”, declarou.

O delegado adiantou ainda que já ouviu um neto da vítima. “Vamos fazer algumas diligências e vamos ouvir vários parentes. A primeira intimação está marcada para a tarde de terça-feira (5). Vamos esperar também o laudo da necropsia. A previsão para o encerramento das investigações é de 30 dias, e o caso é encarado como um homicídio”, admite.

O filho mais novo de Adália, um autônomo de 35 anos, que não quis se identificar, diz que sua mãe reside com o filho mais velho há cerca de um ano. “Ela morava, antes, no bairro Giovaninni, em Coronel Fabriciano. Meu irmão levou-a para passear em Dionísio e não deixou ela voltar mais. Fiquei sabendo das agressões há dois meses, mas não acreditava. Queríamos trazê-la para morar comigo, mas meu irmão não deixava. Ele não autorizava nem que pudéssemos conversar em particular com minha mãe ou por telefone. Não tenho palavras para expressar. É uma dor muito forte. Ela será sepultada em São José do Goiabal”, afirma o autônomo.
Fonte: hoje em dia.

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