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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Insatisfação com comandante resulta em "avalanche de atestados médicos" na PM de Alagoas


Ter a saúde afetada por causa de um escala de serviço desumana não seria um assunto para os "Direitos Humanos"?

Os policiais lotados na 2ª Companhia Independente da PM de Alagoas, com sede na cidade de Novo Lino, estão irados com o comandante daquela unidade, major Márcio. Por causa da escala de serviço, fixada em 12/24h, das 9 às 21h, os militares não encontram transporte para chegar e sair do batalhão. Assim, eles encontraram uma saída fácil: alguns procuraram um psiquiatra e garantiram uma espécie de licença de 90 dias.

A denúncia chegou ao conhecimento da ACS por meio do site da entidade. O militar não quis se identificar, mas mostrou indignação ao se referir ao comandante.

“Só aqui na 2ª cia ind Novo Lino está havendo uma avalanche de atestados médicos”, informou o policial, explicando que o motivo é a escala de trabalho. “Estamos no interior e não tem transporte nem para chegar às 21 horas nem muito menos para ir pra casa”, complementa.

Ele ainda diz que alguns mais revoltados procuraram um psiquiatra para narrar a situação e dizer que estão estressados com o trabalho. “Estamos indo no psiquiatra contar o que estamos sentindo e saímos com um atestado de 90 dias na mão. É o que podemos fazer diante de tanta covardia”, diz PM indignado da 2ª Cia Independente.

O militar termina o seu comentário revelando que a ira é tanta que nem na confraternização da unidade tinha a maioria dos policiais presentes. “A revolta é tanta que esse (…) organizou uma confraternização de fim de ano e foram apenas quinze policiais”, informou.

Grifo nosso

Já que é inquestionável a desumanidade de obrigar alguém a trabalhar numa escala de 12h x 24h, sem as condições de transportes para entrada e saída do batalhão dentro desse horário, não seria oportuna a intervenção dos “Direitos Humanos” nesse problema? Um profissional submetido a essas condições de trabalho não tem sua saúde física e psíquica afetada? Que tipo de serviço um trabalhador pode prestar à sociedade nessas condições?...

Fica a reflexão.

Fonte: Blog do Sargento Ricardo
 
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