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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Lésbicas da África do Sul sofrem com estupro “corretivo”


Mulheres homossexuais são estupradas para aprender a gostar do sexo oposto

Por Redação
Publicado em 26/1/2011 às 18:15

Fotos




Crédito: Reprodução
Funeka Solidaat



A cidade sul-africana Khayelistha tem sido palco de uma atrocidade pública: mulheres lésbicas têm sido vitimas de estupro “corretivo”. Os homens acreditam que as mulheres homossexuais devem ser estupradas para aprender a gostar do sexo oposto.
A emissora “Sky News” realizou reportagem com algumas mulheres que passaram por situação humilhante. Segundo o depoimento, elas e outras mulheres estão com medo de sair às ruas. Funeka Solidaat, uma das entrevistadas, revelou que já foi estuprada duas vezes. 
Funeka também contou que ficou “espantada” com a atitude da polícia. Segundo ela, os policiais não deram atenção e ainda por cima a humilharam. Outra entrevistada fez uma revelação ainda mais chocante, a de que as mulheres que se assumem homossexuais correm risco de vida. Durante a reportagem alguns homens chegaram a afirmar que lésbicas “merecem morrer”. 
Ativistas do mundo inteiro estão divulgando um abaixo assinado on-line  para chamar a atenção de líderes ao redor do mundo sobre a questão do estupro “corretivo”. Para assinar, clique aqui.  

http://dykerama.uol.com.br/src/?mI=5&cID=23&iID=3391&nome=L%C3%A9sbicas_da_%C3%81frica_do_Sul_sofrem_com_estupro_%E2%80%9Ccorretivo%E2%80%9D


Mulheres homossexuais sofrem 'estupro corretivo' na África do Sul


O GloboAgências internacionais

RIO - Uma atrocidade vem sendo cometida na cidade de Khayelitsha, na África do Sul. Diversas mulheres homossexuais estão sendo arrancadas das ruas e sofrendo estupro "corretivo", denunciou nesta quarta-feira a "Sky News". As mulheres, segundo a emissora, sentem medo de sair e viverem suas vidas.
Todas as entrevistadas afirmaram que conhecem, pelo menos, uma pessoa que já foi tirada da rua e estuprada porque era lésbica. Funeka Solidaat disse que foi atacada duas vezes. A mulher contou que homens cobriram o rosto com um capuz e a estupraram.
Segundo a vítima, o que a espantou ainda mais foi a atitude da polícia. As autoridades não teriam dado importância quando a mulher foi registrar o crime e a humilharam, não finalizando o registro de ocorrência. Funeka faz parte do grupo de mulheres que falou sobre o "estupro corretivo" à "Sky News". Desire Dudu confessou que a mulher que se assume ser homossexual corre risco de morte.
Durante a reportagem, um homem chegou a dizer que as "lésbicas deveriam ser espancadas". "As lésbicas não são mencionadas na bíblia", disse ele. Os homens que atacam as mulheres dizem que "estão ensinando uma lição". 

http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/12/09/mulheres-homossexuais-sofrem-estupro-corretivo-na-africa-do-sul-915119997.asp

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