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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Arma que executou advogado é restrita ao uso policial e das Forças Armadas


Segundo major Rodrigo Trigueiro, Anderson Miguel foi assassianto a tiros de pistola Ponto 40. A arma pode ter sido contrabandeada ou tomada de assalto.

Por Alisson Almeida



A arma usada para executar o advogado e empresário Anderson Miguel, réu e delator da Operação Hígia, era de uso exclusivo de policiais e das Forças Armadas. A informação foi dada pelo major Rodrigo Trigueiro, comandante da ROCAM, em entrevista ao Jornal 96 (96 FM) desta quinta-feira (2).

O major esteve no local do crime ocorrido no final da tarde de quarta-feira (1), no escritório da vítima, no bairro de Lagoa Nova. Ele coordenou o trabalho da Polícia Militar e confirmou que o empresário foi executado com tiros de pistola Ponto 40.

"Visualmente, observando no local do crime, ele levou de três a quatro tiros na região do tórax de pistola calibre Ponto 40. (...) É um calibre de arma restrito a integrantes de forças policiais e das Forças Armadas", observou.

Para o militar, a arma pode ter sido desviada ou tomada de assalto. "É um calibre que pode ter sido desviado, pode ter sido tomado de algum policial por assalto. No Brasil o tráfico de armas é muito forte, porque nossas fronteiras são desprotegidas. Também acontecem assaltos a policiais e pode ser que essa arma seja proveniente de um desses crimes".

O major descreveu que Anderson Miguel foi encontrado morto, sentado à mesa em seu escritório de trabalho. "Ele recebeu os disparos no peito, mas não deitou, encostou as costas na cadeira. A cena do crime era mais ou menos essa: o corpo encostado na cadeira e a região do tórax agredida com os disparos da pistola".

Ainda segundo o major Rodrigo Trigueiro, o escritório possui sistema de vigilância eletrônica, mas as imagens não ficam armazenadas. Por isso, não se sabe ainda se há algum registro da entrada e saída do executor do crime.

"Esse ponto dificultou a investigação das polícias Civil e Federal. Até agora, não houve possibilidade de averiguar algumas imagens porque o sistema não armazena os dados".

O major Rodrigo Trigueiro disse ainda que as policiais investigativas vão tentar descobrir se havia câmeras nos prédios vizinhos que possam ter captado e armazenado alguma imagem que permita identificar o assassino.




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